Freguesia de Algés
Locais de Interesse
Capela de Nossa Senhora do Cabo


Não existem informações
rigorosas quanto ao início da construção da Capela da Nossa Senhora do Cabo.
Pensa-se que a actual Capela vem na continuidade de uma Ermida construída por
meados do século XVIII em Algés de Cima, sob a evocação de Nossa Senhora do
Cabo. Na época, o culto de N.ª Senhora do Cabo tinha grande difusão em toda a
área da freguesia de Algés e as restantes em redor. No século XIX a Capela
passou a ser pertença da Família Pedroso, integrando as propriedades onde a
mesma se insere, tendo a Sr.ª D. Joana Pedroso Simões falecido em 1962, doado a
Capela à Junta de Freguesia, através de testamento. A Capela é pequena, de uma
só nave, com coro, sendo a sua fachada muito simples, de traço rústico
tradicional. Actualmente é celebrada a missa no primeiro Sábado de cada mês,
pelas 17 horas e diariamente é rezado o terço pelas 18h15. Possibilita ainda, a
realização de casamentos, baptizados e funerais.
O Cruzeiro
Erigido junto ao Palácio Ribamar, o Cruzeiro de Algés
com 400 anos de História é um dos monumentos mais antigos da Freguesia,
merecendo por isso ser considerado o seu ex-libris e em boa hora, foi incluído
no Brasão da Vila e da Freguesia. Foi construído em 1605, em plena dinastia
filipina, diferenciando-se dos outros dois cruzeiros construídos na mesma
altura (o da Cruz Quebrada e o de Linda-a-Pastora), por ter maiores dimensões e
estilo mais apurado. Um temporal derrubou-o, partindo-o em muitos bocados e o
Conde de Cabral mandou concertá-lo com gatos de bronze que se veêm nitidamente.
No seu pedestal tem uma inscrição em latim, que traduzida diz: - "Eis aqui a
Cruz do Senhor. Fugi gentes desafectadas. Venceu o leão da tribo de Judá e a
raiz de Davi. Aleluia! Aleluia! A cidade em 1605" Este é sem dúvida um dos
símbolos mais emblemáticos e representativos da Freguesia.
Palácio Ribamar
O Palácio Ribamar - a Jóia de Algés - é um edifício emblemático, onde na sua
génese a arte e a cultura foram o primado, sendo um dos pontos de referência da
Freguesia de Algés. A sua construção em 1728, foi obra do 8º Conde de Vimioso e
do 2º Marquês de Valença, para residência familiar e centro de uma pequena
corte, onde imperava a arte e a cultura, tendo acolhido alguns convidados de
destaque e inclusivamente os membros do Conselho de Ministros. Hoje, passados
vários séculos, este Palácio foi recuperado, mas permaneceu com os mesmos
desígnios do seu passado, pois desde a sua renovação em 13 de Julho de 2001, lá
funciona a Biblioteca Municipal de Algés, o Centro de Dança de Oeiras e o CEDMA
- Centro de Estudos e Difusão de Musica Antiga e mais recentemente, o Posto de
Turismo e o Gabinete de Atendimento da Câmara Municipal de Oeiras e já em 2007,
a USILA - Universidade Sénior Intergeracional da Terceira Idade.
Quinta de São José de Ribamar

Por volta de meados do Sec. XVI dá-se o desenvolvimento do litoral do "Reguengo
de Algés" por acção dos Frades Arrábidos (Franciscanos da Serra da Arrábida),
nomeadamente, em terras que lhes foram doadas por D. Francisco de Gusmão,
fidalgo da Casa da Infanta D. Maria. Nesses terrenos, os Frades Arrábidos,
criaram uma agricultura próspera, incentivaram a criação de vias de comunicação
e fizeram nascer e activaram a vida religiosa, criando assim um belo e
aprazível local de prazer e recolhimento. Na vertente religiosa, como um dos
motivos da doação tinha sido a fundação de um Convento evocando S. José, os
Frades acabaram por erguer o Convento de S. José de Ribamar. Mais tarde, este
convento foi substituído pelo Palácio Foz, dele ficando apenas a linda Capela
de S. José enquadrada por terrenos ajardinados com belas estátuas que, no seu
conjunto, se ficou a chamar Quinta de S. José de Ribamar, hoje propriedade
privada.
Palácio Foz

Com uma História a caminho do meio milénio, o
Convento actualmente transformado no Palácio Foz, faz parte integrante das
raízes de Algés. Da sua história consta que D. Francisco de Gusmão, Cavaleiro
da Casa da Infanta D. Maria, donatário de vastos terrenos na orla do Reguengo
de Algés, doou esses terrenos aos monges, em 1559, para a fundação de um
Convento evocando S. José. Mais tarde, o Cardeal D. Henrique ainda Infante,
construiu nesse local três casas com uma Capela, e em 1595, o Provincial - Frei
António da Anunciação, pela terceira vez erigiu o Convento, com uma albergaria
de excelência para a época. Em 1834, dá-se o confisco dos bens das Ordens
Religiosas, em proveito da Fazenda Pública e assim o Convento e as suas terras
foram vendidas a João Marques da Costa Soares, um Capitalista, que em 1850
vendeu toda a propriedade a Andrade Neri, o qual mandou restaurar a encantadora
Casa dos Arrábidos, assim como a bela Igreja. Em 1872, o Conde de Cabral
comprou tudo e fez a muralha e a bela construção dos arcos que fica sobranceira
à entrada. A Pousada foi transformada no palacete de airosas linhas, arcarias e
colunas que permanecem até aos dias de hoje, tendo actualmente uma utilização
privada.
Palácio Anjos
Considerado uma imagem de marca da Freguesia de Algés, o Palácio Anjos, é um
dos edifícios históricos mais emblemáticos do Concelho de Oeiras e um
verdadeiro ex-libris da Arquitectura de Veraneio de Algés. O Palácio Anjos
remonta à década de sessenta do Século XIX, quando os Senhores Condes de Cabral
venderam uma extensão veiga de chão fertilíssimo ao Sr. Policarpo Anjos. Este
Senhor edificou, para sua residência, o pequeno e formoso Palácio Anjos,
urbanização típica do fim do Século, rodeada de uma não somenos bela paisagem
envolvente caracterizada por uma variedade riquíssima de espécies botânicas,
tornando-se assim a primeira edificação grandiosa construída de raiz, na zona
Ribeirinha de Algés, com carácter de residência de veraneio. Recentemente todo
o espaço foi alvo de uma reabilitação/requalificação e amplificação do Palácio,
visando preservar a essência do edifício e no que se refere ao Parque Botânico,
mantendo as espécies arbóreas de valor. O Palácio Anjos restaurado na sua
edificação e jardins ficou obviamente enriquecido, traduzindo-se o seu conteúdo
num incalculável valor artístico, patrimonial e cultural, tendo beneficiado com
um novo núcleo cultural e mostras de arte, o Centro de Arte Colecção Manuel de
Brito, inaugurado em 29 de Novembro de 2006.
Parque Anjos
O Parque Anjos é constituído pelo Palácio Anjos, datado de finais do século
XIX, um dos mais emblemáticos edifícios históricos do Concelho de Oeiras e uma
referência da arquitectura de Veraneio de Algés e por uma paisagem envolvente
caracterizada por uma variedade riquíssima de espécies botânicas. Todo o espaço
foi recentemente alvo de uma reabilitação / requalificação e amplificação do
Palácio, visando preservar a essência do edifício e no que refere ao Parque
Botânico, foi igualmente objecto de intervenção, tornando possível a leitura
complementada com elementos visuais de carácter informativo, como é o caso do
mobiliário e da sinaléctica. Dotado de zonas relvadas, canteiros e diversos
bancos abrigados sob as árvores frondosas e exímias pela sua antiguidade, o
Parque Anjos faz as delícias dos seus inúmeros frequentadores, sendo uma
demonstração viva como a qualidade de vida pode ser poupada nas modernas e
grandes urbanizações. A oferta da zona de lazer completa-se com uma cafetaria,
instalações sanitárias para os utentes do Parque e uma área de esplanada
exterior que convida ao desfrute paisagístico de toda a envolvente. Para além
destas infra-estruturas, foi recentemente aí colocada uma estrutura coberta com
mesas e bancos, onde se costumam congregar diversos idosos da Freguesia,
ocupando o seu tempo com os tradicionais jogos portugueses. Por último e
relativamente ao recém-recuperado Palácio Anjos, com toda a sua imponência e
beleza, é de referir que alberga o Centro de Arte Colecção Manuel de Brito,
contendo um importante espólio de arte contemporânea do País, reunido pela
família de Manuel de Brito ao longo de décadas, podendo ser agora apreciado
pelo público.
Centro de Arte Colecção Manuel de Brito


O Centro de Arte encontra-se
instalado no Palácio Anjos desde 29 de Novembro de 2006 e alberga no 1º andar
uma exposição permanente, a Colecção Manuel de Brito. Trata-se de um riquíssimo
acervo, fruto do trabalho, empenho e dedicação de Manuel de Brito e sua
família, constituindo um dos mais importantes núcleos da arte Portuguesa do
século XX, permitindo-nos destacar mais de trezentas obras de alguns dos mais
importantes artistas nacionais, como Paula Rego, Graça Morais, Eduardo Luiz,
Menez, Palolo, Eduardo Batarda, Costa Pinheiro, António Dacosta, Júlio Pomar,
entre muitos outros. Paralelamente, nos espaços do rés-do-chão são
desenvolvidos programas de exposições temporárias e de exposições itinerantes,
além de um conjunto de actividades que passam pela realização de seminários,
"Workshops", acções de carácter educativo e pedagógico, publicação de edições e
outras iniciativas que garantirão uma dinâmica sempre renovada a este espaço.
Centro Empresarial Arquiparque
O Centro Empresarial Arquiparque é um dos espaços mais emblemáticos de
Miraflores, área geográfica da Freguesia de Algés e caracteriza-se não só pela
Arquitectura dos seus edifícios, mas essencialmente por albergar a sede de
muitas empresas nacionais e internacionais. Apresenta-se como um dos mais
interessantes "Business Center" da Grande Lisboa, sendo uma excelente opção
para todas as empresas e particulares que pretendam instalar-se num espaço de
qualidade e de verdadeira referência. É sem dúvida um dos pólos mais atractivos
e o mais antigo na área empresarial do Concelho de Oeiras e do País, sendo um
verdadeiro exemplo de sucesso.
Quinta de Santo António

Inserido na zona de Miraflores, a Quinta de Santo António, integra um jardim
dotado de equipamentos de lazer, fazendo conjugar a política ambiental com a
preservação dos marcos históricos. Esta quinta era uma entre as muitas que
existiam ao redor da cidade, propriedades de famílias abastadas, que conjugavam
ao mesmo tempo um espaço de lazer com uma área agrícola, onde a abundância das
árvores decorativas, como o caso das palmeiras, tornaram o local paradisíaco. É
dotada de zonas relvadas, canteiros floridos e bancos abrigados sob as
frondosas árvores, fazendo todo o conjunto muito acolhedor. Ao longo do tempo
este Parque tem vindo a ser alvo de melhoramentos, no sentido de o tornar mais
verdejante e com mais equipamentos infantis, tornando assim este local mais
apelativo à camada mais jovem, tendo igualmente sido criadas algumas
infra-estruturas de lazer, como a edificação de uma casa de chá, com esplanada
e uma sala de leitura (ainda encerrados ao público). Encontram-se actualmente a
decorrer novas beneficiações, o que muito nos apraz registar e dar conhecimento
público, salientando-se designadamente a colocação de mais árvores e bancos no
referido Parque. Este é um dos Parques de referência da Freguesia e um exemplo
vivo, como a qualidade de vida pode ser poupada nas modernas e grandes
urbanizações, pelo que vale a pena ser visitado.
Parque Urbano de Miraflores


O Parque Urbano de Miraflores,
com uma área de cerca de 5 hectares relvados é simultaneamente um exemplo de
elevado cuidado paisagístico, uma zona de lazer e uma boa opção para a prática
de exercício físico, incluindo o domínio desportivo. Inserido numa zona
residencial e empresarial caracterizada pela sua excelência e modernidade, o
Parque Urbano de Miraflores integra uma área de recreio informal relvada,
parque infantil e juvenil, uma ciclovia, com continuidade para fora do Parque,
um percurso pedonal complementado com um circuito de manutenção, contendo um
"Life Trail", constituído por dez estações vocacionadas para a prática de
exercícios físicos para pessoas de todas as idades. Também a pensar nos
apreciadores da modalidade, ficaram ali localizadas as instalações do Minigolfe
Clube de Portugal com uma pista de minigolfe e outra de petragolfe,
anteriormente a funcionarem no Parque Anjos. A oferta da zona de lazer
completa-se com uma cafetaria, instalações sanitárias para os utentes do parque
e uma área de esplanada exterior que convida à usufruição paisagística de toda
a envolvente, pese embora o facto deste conjunto de equipamentos ainda não
terem sido abertos ao público. Este Parque é, sem dúvida, uma mais valia para a
Freguesia, o qual privilegia não só a actividade física como também a
convivência familiar, sendo muitas vezes utilizado como palco de diversos
eventos comemorativos, como o Dia da Prática Desportiva, o Dia Mundial do
Coração e muitas outras iniciativas de carácter desportivo e cultural que têm
sido do agrado da população.
Jardim Municipal de Algés

O Jardim Municipal de Algés, é um espaço
muito agradável para passear e relaxar, tendo vindo a ser recuperado ao longo
dos anos, possuindo diversos canteiros floridos, árvores, lagos com repuxos e
um grande parque infantil que faz as delicias da criançada da Freguesia.
Congrega dois estabelecimentos de restauração que pela qualidade e diversidade
dos serviços prestados, constituem dois pólos de atracção que muito prestigiam
a Freguesia. A pensar nos mais idosos, o Jardim contempla também uma estrutura
coberta, onde estes se costumam reunir para jogar os famosos jogos tradicionais
portugueses. De referenciar que de momento, o Parque Infantil, encontra-se
temporariamente encerrado por motivos da sua requalificação e da substituição
dos aparelhos infantis, esperando-se que a sua reabertura se verifique no mais
curto espaço de tempo. Este Jardim constitui uma mais valia para a Freguesia,
sendo muitas vezes utilizado como palco para diversos eventos culturais e
recreativos, assim como para a Feira de Velharias que se
realiza em todos os quartos Domingos de cada mês.