Freguesia de Algés
História
Historiografia de Algés
Pedido de Contributos
Apresentamos aqui uma súmula sobre a história de Algés desde a sua origem até
aos finais do sec. XX. Gostávamos, agora, de desenvolver a sua historiografia
com registos, acontecimentos e memórias relevantes que nos dê a conhecer
melhores vivências e o seu património histórico. Para tal ser possível o
seu contributo é indispensável. Se possuir documentos, estórias e
fotografias antigas faça-nos chegar essas memórias (pessoalmente ou través do
nosso endereço electrónico jfalges@mail.telepac.pt)
que por certo irão enriquecer os nossos conhecimentos sobre a História Local da
Freguesia de Algés.
Súmula histórica de Algés
Algés, como muitas toponímias portuguesas, é um nome de origem
árabe, derivando da palavra "algeis".
Com mais de oito séculos no vocabulário luso, foi D. Afonso Henriques quem usou
primeiro o seu actual nome ao fazer constar, nos documentos do novo reino de
Portugal, a expressão Reguengo de Algés para identificar a
parte que vai de Alcântara ao Jamor.
A primeira sede de freguesia a que pertenceu Algés foi a de Nossa Senhora dos
Mártires (ao Chiado), igreja nessa época situada fora das muralhas e a segunda,
depois da Sé, freguesia cristã. Muitos anos depois a freguesia mudou a sua sede
para a Ermida de Santa Catarina, erguida no alto de Ribamar, e
mais tarde, no século XVI, para São Romão, em Carnaxide.
Ainda no século XVI, mais ou menos por volta do ano de 1559, inicia-se o
desenvolvimento do litoral do reguengo para o que muito contribuiu a
doação dos terrenos, pelo fidalgo D. Francisco de Gusmão, aos Frades
Arrábicos (Franciscanos da Serra da Arrábida) que não só
desenvolveram a agricultura, as vias de comunicação e a vida religiosa, como
ergueram, entre outros, o Convento de S. José de Ribamar.
No
ano de 1605 segundo inscrição em latim que ostenta, foi erguido algures na zona
de Algés um Cruzeiro de mármore, por ventura com o objectivo
de servir de marco às embarcações para ficarem de quarentena como medida de
protecção a Lisboa contra a peste trazida de outros locais. Deslocado do seu
primitivo lugar, conforme outra inscrição ("Mudou-se em 1727"), este Cruzeiro
encontra-se hoje colocado junto ao Palácio de Ribamar e constitui uma das
principais referências históricas de Algés, tendo sido, mesmo, incluído no
Brazão da Freguesia.

Em 1728 numa propriedade, que descia a
encosta de Ribamar, mandou o Conde de Vimioso construir o Palácio de
Ribamar para residência familiar e centro de uma pequena Corte.
Foi ainda neste período áureo que um devoto, Luís Tomé, mandou construir em
meados do séc. XVIII, em Algés de Cima, a Capela de Nª Srª do Cabo,
que ainda hoje existe, constituída por uma só nave, com coro e onde se destaca
o altar com a imagem de Nª Srª do Cabo.
Contudo, por volta do século XVIII e princípios do século XIX todo este belo
cenário se degradou devido ao desvio das águas e ao confisco dos bens das
ordens religiosas em proveito da fazenda pública o que motivou a saída dos
frades tendo o Convento e as suas terras sido vendidas em 1837.
Depois de diversos proprietários, o Conde
de Cabral, em 1872, comprou tudo o que restava e fez a muralha e a bela
construção dum palacete de airosas linhas, que ficou a chamar-se o Palácio
Foz, que ainda hoje se pode contemplar na dianteira da encosta de
Ribamar.
No fim do século XIX foi edificado por
Policarpo Anjos, para sua residência particular, nuns terrenos comprados aos
senhores Condes de Cabral o Palácio Anjos, recentemente
objecto de obras de reabilitação, manteve o seu carácter histórico, tornando-se
num novo espaço de cultura, tendo dado lugar ao Centro de Arte Manuel de Brito,
materializada na sua colecção particular, prevendo-se ainda desenvolver
exposições temporárias e a promoção de actividades de natureza
transdisciplinar no contexto artístico contemporâneo.
Veio
depois a linha do caminho de ferro (1889) e a do eléctrico (1901) e Algés
passou a crescer rapidamente deixando de ser uma aldeia saloia para se tomar
num arrabalde em franco crescimento. No entanto, só em 1991 Algés é elevada a
Vila e em 1993 a Freguesia do concelho de Oeiras, sendo hoje, como diz Levy N.
Gomes, no seu livro "Algés ao longo dos tempos", "...uma das Vilas do Município
que reúne melhores condições para se afirmar, cada vez mais, num dos pólos de
desenvolvimento do Concelho...".

Avenida dos Combatentes da Grande Guerra
- Algés |

Praça de Touros de Algés |

Avenida Marginal - Algés |

Um aspecto da Praia de Algés à
hora de almoço |

Rua Major Afonso Palla - Algés |

Vista parcial do Algés moderno |
FONTES:
-
Colaço, Branca de Gonta - Memórias da linha de Cascais
-
Gomes, Levy Nunes - Algés ao longo dos tempos
-
Freitas, Maria Brak-Lamy Barjona de - A terceira freguesia católica de Lisboa e
a sua sede.